segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Quatro vezes mais recursos para pesquisa em saúde
sábado, 13 de agosto de 2011
NATS participa da criação dos programas de prevenção para usuários de planos de saúde
Entre 16 de maio a 14 de junho a ANS realizou uma consulta pública sobre uma determinação que cria incentivos para os clientes de planos de saúde que aderirem a programas de envelhecimento saudável e prevenção de doenças. Os clientes podem chegar a ter até 30% de descontos em mensalidades ou bonificações, como transporte aéreo de emergência. A consulta pública teve uma participação recorde da sociedade, tendo recebido cerca de 14 mil sugestões. O GT irá elaborar duas Resoluções Normativas, de bônus/prêmios e de prevenção/promoção, além de uma cartilha com exemplos de programas preventivos voltadas aos clientes dos planos de saúde. O GT vai sistematizar os programas de prevenção em gerenciamento de Pacientes Crônicos (doenças especificas), Envelhecimento Ativo (toda a população desde o nascimento), População Alvo (as gestantes, por exemplo) e Grupos Populacionais (de uma região).
Durante o encontro foram citadas duas medidas tomadas pelo governo dos EUA relacionadas ao assunto.
Saiba mais sobre as medida (em inglês):
- National Prevention Strategy – America's Plan for better health and wellness
terça-feira, 19 de julho de 2011
NATS participa do último BRATS
A 15ª edição do BRATS (Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde) foi feita em colaboração com o NATS-INC. O BRATS é uma publicação periódica da ANVISA/Ministério da Saúde/ANS relacionada à Avaliação de Tecnologias em Saúde, sempre produzida em parceria com pesquisadores da área. Esta edição é intitulada "Uso profilático do palivizumabe em crianças com alto risco para doença por vírus sincicial respiratório". O vírus VSR é uma das principais causas das infecções respiratórias em crianças de até um ano de idade e pode levar a complicações sérias.
O VSR pode ser responsável por até 75% das bronquiolites (inflamação dos bronquíolos, vias aéreas mais estreitas dos pulmões) e por 40% das pneumonias dos meses mais frios do ano nas crianças de até um ano. E cerca de 40 a 60% das crianças das crianças dessa idade são infectadas pelo vírus. E até os dois anos, 95% das crianças já foram infectados pelo VSR. Na grande maioria dos casos, as crianças têm apenas um resfriado comum, mas um quarto delas pode ter uma bronquiolite ou pneumonia na primeira infecção, necessitando de internação hospitalar por dificuldade respiratória aguda. Os riscos são maiores no primeiros seis meses de vida, principalmente para prematuros com menos de 35 semanas de gestação, ou bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatias congênitas. Estes fatores de risco elevam consideravelmente a internação hospitalar, que chega a um patamar de 10 a 15%.
As vacinas para o VSR ainda estão sendo desenvolvidas, mas o anticorpo monoclonal chamado palivizumabe tem se mostrado eficaz na prevenção das doenças graves pelo VSR. O 15º BRATS lista evidências da eficácia e segurança do uso do palivizumabe no Brasil para prevenir doenças causadas pela VSR em crianças de alto risco. O uso do palivizumabe reduz a incidência de hospitalizações e internações em UTI por VSR, sem redução estatisticamente significativa na incidência de ventilação mecânica ou mortalidade. Para o estudo, foram realizadas buscas nas bases de dados MEDLINE, The Cochrane Library, Tripdatabase e Centre for Reviews and Dissemination (CRD).
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Desafios para avaliar e incorporar equipamentos de saúde debatidos no HTAi
Alexandre Lemgruber, da ANVISA apresentou durante a discussão uma ferramenta valiosa para tornar a ATS uma realidade na gestão da saúde pública brasileira. Trata-se da Ferramenta de pesquisa de preços de Produtos para Saúde agrupados por suas especificações técnicas. A ferramenta, que pode ser acessada pelos sites da ANVISA e da ANS, compara preços de produtos praticados no Brasil e em diferentes países por cada fabricante. Ela revela que um mesmo produto pode custar várias vezes mais no Brasil que em outros países segundo informações do próprio fabricante.
Trazer luz para a disparidade de preços praticados aqui por fabricantes de produtos de saúde é algo importante para transpor os desafios levantados na mesa redonda. Mas este não é o único aspecto. Os participantes apontaram a necessidade de fazer a ATS conhecida dos profissionais de saúde, inclusive transformando a cultura médica atual. Hoje é muito difícil contestar condutas médica que escolhem equipamentos caros e de efetividade nem sempre atestada mesmo quando existem produtos mais baratos e efetivos. A representante do NATS do INC, Marisa Santos, chamou a atenção para a necessidade de a ATS ir além dos médicos. Ela apontou que é preciso também exigir qualidade em produtos, como o material usado para curativos, que são responsabilidade dos profissionais de enfermagem. Os participantes disseram que a cultura da ATS ainda precisa ser mais conhecida e difundida mesmo em hospitais universitários, protagonistas na formação dos profissionais de saúde.
Os desafios para avaliar e incorporar equipamentos de saúde, apontaram os participantes, também passam pelo peso político e econômico das decisões relacionadas a sua aquisição, como a influência dos fabricantes. A experiência francesa em ATS, que remonta ao final da década de 1980, mostra que a consolidação da cultura da ATS passou pela publicação de leis relacionadas à área, o que começa a acontecer no Brasil com a publicação da Lei 12.401. A ATS, disseram os participantes, precisa aparecer na mídia e ser conhecida por toda a população, inclusive por meio do marketing. E tudo precisa acontecer de forma transparente. Essas questões se somam a aspectos mais técnicos e de gestão relacionados à ATS. Foi dito, por exemplo, que é preciso monitorar o resultado do uso de equipamentos e fármacos na saúde pública para que a ATS se torne uma rotina na gestão. Isso requereria o registro de equipamentos de saúde em documentos como as bulas dos remédios. A ferramenta desenvolvida pela ANVISA e pela ANS representaria o começo deste tipo de especificação técnica.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Participação do NATS-INC no HTAi 2011
Confira os trabalhos do NATS
Mesa Redonda 3 – dia 25, às 13 h – Sala Quartzo B
OFICINA DE MONITORAMENTO DE ESTUDOS EM AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE (BRINGING BRAZILIAN POLICY MAKERS CLOSER TO HTA RESEARCH) – Mediadores: Marisa Santos e Bernardo Tura;
Conferência - dia 27, às 14h30 – Sala Gávea A e B
301 – MULTIPLE TECHNOLOGIES ASSESSMENT IN CHRONIC WOUNDS AND BURNS BACKGROUND
Marisa Santos, Monica Cintra, Bernardo Tura, Braulio Santos, Flavia Elias (DECIT/MS), Helena
Cramer;
Atividade Paralela (discussão) - dia 29, às 14h 30 – Sala Turmalina
DESAFIOS PARA AVALIAÇÃO E INCORPORAÇÃO DE DISPOSITIVOS MÉDICOS NO SISTEMA DE SAÚDE (CHALLENGES FOR APPRAISAL AND INCOPORATION OF MEDICAL DEVICES INTO HEALTH SYSTEM) – atividade em português.
Clarice Petramale (SCTIE/MS) e participação de Marisa Santos e Bernardo Tura;
Pôsteres – dia 27
681 (M-180 ) – COST-EFFECTIVENESS ANALYSIS OF CASPOFUNGIN FOR EMPIRICAL TREATMENT OF CANDIDEMIA IN PATIENTS AFTER CARDIAC SURGERY
Graziele Cristine Silva, Marcelo Goulart Correia, Braulio Santos, Marisa Santos, Bernardo Tura;
913 (M-195) – EVALUATION OF BIOELECTRICAL IMPEDANCE TO REDUCE MORTALITY IN PATIENTS WITH HEART FAILURE
Kátia Marie Simões e Senna, Marcelo Bittencourt, Marisa Santos;
337 (M-201) – INTRODUCING SOCIETY INTO THE HTA FIELD: A BRAZILIAN EXPERIENCE
Aline Silveira Silva (Ministério da Saúde), Marisa Santos, Vania Cristina Canuto Santos (Ministério da Saúde), Gabriela Vilela de Brito (Ministério da Saúde), Lívia Costa da Silveira, (Ministério da Saúde), Flávia Tavares Silva Elias (DECIT/MS);
Pôsteres – dia 28
327 (T-033) – A SYSTEMATIC REVIEW OF EFFICACY AND SAFETY OF ENDOSCOPIC VERSUS TRADITIONAL OPEN VEIN HARVEST TECHNIQUE FOR CORONARY ARTERY BYPASS GRAFT SURGERY
Monica Akissue de C Teixeira Cintra, Helena Cramer, Bernardo Tura, Bráulio Santos, Marisa Santos;
365 (T-154) – FONDAPARINUX VS ENOXAPARIN - A DECISION-MAKING PROCESS
Marcelo Goulart Correia, Braulio Santos, Bernardo Rangel Tura, Daniel Brasil Floriano, Helena Cramer Veiga Rey, Marisa Santos;
Outros trabalhos:
122- HOSPITAL BASED HTA: WHAT ABOUT METHODS - Sala Turmalina - 27 de junho de 11h 30 às 13h.
67- HEALTH TECHNOLOGY ASSESSMENT: ISSUES IN THE SELECTION OF DRUGS FOR AN ESSENTIAL MEDICINE LIST - Sala Quartzo B – 27 de junho de 11h30 às 13h.
72 - CHALLENGES OF HTA TRANSLATION INTO NATIONAL CLINICAL PRACTICE GUIDELINES IN DEVELOPING COUNTRIES: EXPERIENCE OF ARGENTINA AND CHILE - Sala Ônix - 27 de junho de 11h30 às 13h.
109 - USING RESEARCH TO INFORM HEALTH SYSTEMS STRENGTHENING - Sala Topázio - 27 de junho de 16h 30 às 18h.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
NATS discute desafios de ATS do SUS no HTAi 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Farmacoeconomia em alta
A última edição da revista Veja traz uma lista das 20 profissões mais promissoras da atualidade. Elas surgem num contexto nacional de avanços tecnológicos, mudanças na população e modernização e expansão econômicas. Uma dessas profissões está fortemente relacionada à área de ATS, a farmacoeconomia. Leia abaixo sobre a profissão.
FARMACOECONOMISTA
O que faz: análises sobre a viabilidade econômica de um remédio. Precisa estudar a demanda e reunir dados objetivos sobre o custo-benefício do produto
Qualificação necessária: graduação em farmácia com noções em economia ou formação em economia com noções em farmácia
Salário inicial: 7000 reais
Quem contrata: empresas farmacêuticas e consultorias que prestam serviço a elas.
(Fonte: Revista Veja edição 2222, de 22 de junho de 2011)